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Nenhuma pessoa foi recebida mais vezes no MEC do que o pastor Arilton, diz servidora

Ex-assessores contam que o então ministro atendia a dupla de pastores lobistas com grande frequência no ministério e na sua própria casa

O então ministro da Educação Milton Ribeiro e o pastor Arilton Moura em 30/11/2021. Foto: Luis Fortes/MEC
O então ministro da Educação Milton Ribeiro e o pastor Arilton Moura em 30/11/2021. Foto: Luis Fortes/MEC
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Servidores do Ministério da Educação responsáveis pela agenda do gabinete do ex-ministro Milton Ribeiro confirmaram à Controladoria-Geral da União que ‘nenhuma outra pessoa ou autoridade’ esteve reunida tantas vezes com o ministro como o pastor Arilton Moura, acusado de liderar um esquema de propina na pasta. A informação é do site G1.

Segundo a servidora Mychelle Rodrigues Braga, chefe da Assessoria de Agenda do gabinete do ministro, a frequência com que o pastor lobista esteve nas dependências do gabinete não se assemelha a de nenhum outro nome que costumava se reunir com Milton Ribeiro.

Já Albério Rodrigues Lima, outro ex-assessor do então ministro, afirmou que, além dos encontros frequentes no gabinete do MEC, Milton Ribeiro costumava receber Arilton em sua casa. Gilmar Santos, segundo o ex-servidor, também participava dos encontros, que teriam iniciado a partir de maio de 2021.

É importante lembrar que Arilton é acusado de ser o porta-voz da dupla de pastores nos pedidos de propina em troca de verbas da Educação. O pedido por ouro, bíblias e grandes quantias de dinheiro a prefeitos teria sido proferido por ele em encontros organizados em paralelo aos eventos oficiais do MEC.

A dupla, ainda de acordo com os relatos, tinha tamanho prestígio, que Arilton chegou a receber autorização para acompanhar o ex-ministro em voo da Força Aérea Brasileira. Os servidores disseram à CGU que Milton Ribeiro foi alertado sobre os riscos que os encontros e que a autorização poderia trazer ao MEC.

O pastor também foi convidado pelo ministro a ocupar um cargo formal na pasta. A indicação feita em maio de 2021, no entanto, foi barrada pela Casa Civil. Para o lugar, o MEC nomeou Luciano Musse, outro alvo da operação que levou Milton e os pastores para trás das grades na semana passada.

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