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‘Não existe banda podre das Forças Armadas’, reage general Santos Cruz

A declaração foi uma resposta ao senador Omar Aziz, que disse que a corrupção expõe um ‘lado podre’ dos militares no governo

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O general da reserva do Exército e ex-ministro da Secretaria do Governo de Bolsonaro, Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse que “não existe banda podre” nas Forças Armadas.

A declaração foi dada em entrevista à CNNBrasil e direcionada ao senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, que durante a oitiva de Roberto Ferreira Dias, ex-diretor do Ministério da Saúde, afirmou que “fazia muito tempo que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

O general afirmou ver como normal a convocação dos militares para depor na Comissão, principalmente dos que estavam sob o comando do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

“Isso não tem nada a ver com a instituição Forças Armadas. Não se pode confundir as responsabilidades pessoais com a postura institucional”, destacou.

Sobre as acusações de corrupção de militares, Santos Cruz disse não considerar um volume significativo para chamar de ‘lado podre’. Para ele, há “um problema ou outro e são tomadas as providências normais”.

Levantamento recente do jornal Folha de S. Paulo, no entanto, mostrou que nos últimos dez anos, ao menos 20 processos contra militares de alta patente foram arquivados pelo Superior Tribunal Militar.

No mesmo período, apenas um militar foi condenado, por lesão corporal, com a menor pena prevista para o crime: dois meses de detenção.

Mais recentemente, Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, também não foi punido por participar de atos políticos, ação vedada pelo Código Militar.

O processo contra ele foi arquivado e um sigilo de 100 anos foi imposto aos documentos do inquérito.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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