CartaExpressa

Na Câmara, Braga Netto tenta se defender e diz que não opinará sobre voto impresso

‘Estou aqui para esclarecer as posições dadas pelas Forças Armadas’, afirmou o general

Na Câmara, Braga Netto tenta se defender e diz que não opinará sobre voto impresso
Na Câmara, Braga Netto tenta se defender e diz que não opinará sobre voto impresso
O ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

O ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, tentou se defender das críticas por se somar ao grupo que defende o voto impresso, uma obsessão do presidente Jair Bolsonaro.

Em audiência na Câmara nesta terça-feira 17, o militar negou ter ameaçado a realização das eleições de 2022 e disse que, “hoje em dia que, se a pessoa tem uma posição diferente, ela é criminalizada”.

“Isso virou uma batalha de vida ou morte, é uma questão de posição, de opinião”, acrescentou Braga Netto. A seguir, foi questionado sobre o que pensa a respeito do sistema eleitoral, mas tergiversou.

“Eu não vou dizer se sou a favor ou não, não estou aqui para emitir opiniões, estou aqui para esclarecer as posições dadas pelas Forças Armadas”, respondeu.

Em julho, o jornal O Estado de S.Paulo informou que Braga Netto declarou a um importante interlocutor político do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que ele dissesse ” a quem interessar” que as Forças Armadas não estarão dispostas a permitir a realização do pleito de 2022 sem a adoção do voto impresso. A PEC do Voto Impresso, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), porém, foi rejeitada pela Câmara na semana passada.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo