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Mourão sai em defesa de Bolsonaro e nega riscos à democracia: ‘Pânico não justificado’
Embora o presidente insista em seus discursos de ataque contra o STF e seus ministros, vice disse que ele apenas tem uma ‘retórica forte’
O vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), declarou que há um ‘pânico não justificado’ na sociedade com relação aos riscos à democracia e minimizou os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal, dizendo que o ex-capitão tem uma ‘retórica forte’.
“Eu acho que há, vamos dizer assim, um pânico que não é justificado na sociedade brasileira com essa questão de ataques à democracia”, disse, nesta segunda-feira 1, ao chegar ao Palácio do Planalto. “Se critica muito a pessoa do presidente Bolsonaro, mas o presidente, em nenhum momento, buscou fazer alguma mudança que levasse, vamos dizer assim, a um desabamento do nosso sistema”.
Mourão, que é pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, se referiu ao manifesto organizado na Faculdade de Direito da USP em defesa do Estado Democrático.
“Ele tem uma retórica que é, vamos dizer, forte, mas é só isso aí. É uma retórica, as ações jamais foram nesse sentido. Então, eu acho que é um pânico desnecessário. Agora, nós vivemos exatamente numa democracia, então todo mundo é livre para expressar sua opinião e fazer o manifesto que julgar melhor”, declarou o vice-presidente.
Questionado sobre a expectativa para a presidência de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições, o vice-presidente evitou críticas diretas, mas disse não concordar com alguns inquéritos conduzidos pelo Supremo. “Eu espero que ele se comporte de acordo com as regras. Ele é o juiz e não tem VAR. Ele tem que ser bem circunspecto e bem atento a todas as coisas que tem que fazer.”
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