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Morte de adolescente em SP não tem relação com vacina, informa Anvisa

Segundo a agência, ‘os dados apresentados foram considerados consistentes e bem documentados’

Vacina da Pfizer é aplicada em hospital na Alemanha. Foto: Ina Fassbender/AFP
Vacina da Pfizer é aplicada em hospital na Alemanha. Foto: Ina Fassbender/AFP
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunicou na noite desta segunda-feira 20 que não há relação causal entra a morte de uma adolescente de 16 anos no estado de São Paulo e a vacina da Pfizer.

“O Relatório de investigação elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo foi recebido pela Agência na noite deste domingo, 19 de setembro, contendo detalhes de todo o processo de avaliação que concluiu não ser possível atribuir diretamente o óbito à vacinação”, disse a Anvisa. “Os dados apresentados durante a reunião foram considerados consistentes e bem documentados, indicando a ausência de relação causal entre a administração da vacina e o evento adverso investigado”.

Na sexta-feira 17, após investigação conduzida por 70 especialistas, a Secretaria da Saúde do estado de São Paulo já havia afirmado que não é possível apontar a vacina da Pfizer como causa da morte da jovem, que sofria de uma doença autoimune “rara e grave”.

“As análises técnicas indicam que não é a vacina a causa provável do óbito e sim a doença identificada com base no quadro clínico e em exames complementares, denominada Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PPT)”, disse em nota o governo paulista. A adolescente morreu em São Bernardo do Campo, no ABC, sete dias depois de receber o imunizante.

O Ministério da Saúde, sob o comando de Marcelo Queiroga, mencionou a morte ao recomendar a interrupção da vacinação de adolescentes sem comorbidades. Nesta segunda, Queiroga, que está em Nova York, disse que “mesmo que tenha sido evento adverso ligado à vacina, não invalida a vacinação”.

“O que o governo já defendeu é que os adolescentes deveriam ir depois. A gente precisa avançar nos acima de 18 anos, então a questão é de prioridade, de logística. E eu tenho defendido obedecer as recomendações do Programa Nacional de Imunização, o que lamentavelmente não é feito”.

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