CartaExpressa
Moro decide atacar o PT em resposta à ação do partido de Bolsonaro para cassar seu mandato
O caso corre em segredo de Justiça no Paraná
O senador eleito Sergio Moro (União-PR) reagiu, nesta quarta-feira 7, à tentativa do PL de cassar seu mandato. Ele resolveu, porém, ligar o caso a um de seus alvos preferenciais desde os tempos de magistratura: o PT, do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
O objetivo da ação apresentada pelo partido de Jair Bolsonaro é abrir brecha para uma nova eleição no Paraná, a fim de que Paulo Martins, candidato do PL neste ano, possa ocupar uma vaga no Senado.
“Soube pela imprensa que Fernando Giacobo, Presidente do PL/PR, e Paulo Martins, segundo colocado nas eleições paranaenses, ingressaram com ação buscando cassar meu mandato de senador. Anote esses nomes. Maus perdedores que resolveram trabalhar para o PT e para os corruptos”, escreveu Moro nas redes sociais.
Ele emendou: “Da minha parte, nada temo, pois sei da lisura das minhas eleições. Agora impressiona que há pessoas que podem ser tão baixas. O que não conseguem nas urnas, tentam no tapetão”.
O caso, revelado pelo jornal O Globo, corre em segredo de Justiça. Moro foi eleito senador com 33% dos votos válidos, ante 29% de Martins.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Transição critica ‘orçamento fictício’ e diz que Bolsonaro fez do Brasil ‘um cemitério de obras paradas’
Por Camila da Silva
Randolfe pede ao TCU que rejeite as contas de Bolsonaro e o torne inelegível; entenda
Por Camila da Silva
Bolsonarista detido por convocar atiradores para a posse diz que ‘não tinha intenção de ameaçar’ Lula
Por CartaCapital



