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Moraes manda PF ouvir 14 pessoas sobre vídeo em que Jefferson, do hospital, ataca o STF

Na gravação, realizada em outubro do ano passado, o bolsonarista diz, entre outras coisas, orar ’em desfavor do Xandão’

O presidente do PTB, Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais
O presidente do PTB, Roberto Jefferson. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal tome 14 depoimentos a fim de concluir como o ex-deputado Roberto Jefferson gravou um vídeo com ataques à Corte.

Na gravação, realizada em outubro do ano passado em um hospital, o bolsonarista diz orar “em desfavor do Xandão”, como se refere ao ministro do STF. “Esmague a tirania, Pai. Não se faz concessão, meu Deus, aos tiranos e à tirania. A tirania se esmaga, Pai, se esmaga”, afirma Jefferson no vídeo, em que lê trechos da Bíblia.

Um dia depois de Moraes cobrar explicações sobre o vídeo, Jefferson fez nova provocação, ao declarar que o material foi produzido para tratar da “maldição sobre os ímpios e perversos”.

À época, Jefferson, que já havia sido preso por ordem de Moraes, estava internado no Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. O ex-deputado deixou o hospital em 14 de outubro, passou pelo Instituto Médico Legal e foi escoltado por policiais federais de volta ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da cidade do Rio.

Em 4 de setembro, Moraes havia autorizado que Jefferson deixasse a prisão para se submeter a tratamento médico, utilizando tornozeleira eletrônica. A decisão, no entanto, não revogava a prisão preventiva, cumprida desde 13 de agosto. Jefferson é acusado de participar de uma milícia digital que promove ataques à democracia.

Agora, serão ouvidas 14 pessoas, entre enfermeiros, membros da equipe médica e seguranças privados. As diligências devem ser executadas em até 15 dias e atendem pedido da Procuradoria-Geral da República.

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