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Moraes arquiva investigação contra 6 empresários, mas apuração contra Hang prossegue

Bolsonaristas foram alvo de operação da PF devido a mensagens com menções a um golpe em caso de vitória de Lula

Luciano Hang portou-se como o Rasputin do 7 de Setembro. Foi mais um desafio de Bolsonaro a Alexandre de Moraes - Imagem: Arquivo/STF e Alan Santos/PR
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquivou nesta segunda-feira 21 uma investigação da Polícia Federal contra seis empresários por trocarem mensagens de WhatsApp com menções a um golpe de Estado, em 2022.

A decisão beneficia:

  • Afrânio Barreira Filho, do Coco Bambu;
  • André Tissot, da Sierra Móveis;
  • Ivan Wrobel, da W3 Engenharia;
  • José Isaac Peres, da Multiplan;
  • José Koury, do Barra World Shopping; e
  • Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii.

Moraes decidiu, porém, prorrogar por 60 dias a apuração a mirar Luciano Hang, da Havan, e Meyner Nigri, da Tecnisa. O ministro concorda com a Polícia Federal sobre a necessidade de aprofundar as diligências sobre Nigri e analisar o material apreendido no celular de Hang.

Em agosto de 2022, por ordem de Moraes, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra os oito empresários. Alguns dos envolvidos chegaram a sugerir no WhatsApp um golpe de estado caso Lula derrotasse Jair Bolsonaro.

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