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Mangabeira Unger nega possibilidade de apresentar HC contra prisão de Bolsonaro
A possibilidade foi inicialmente ventilada pela colunista Mônica Bergamo, da ‘Folha de S. Paulo’, nesta quinta-feira 15
O filósofo Roberto Mangabeira Unger afirmou ser falsa a informação de que ele pretende apresentar um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal para evitar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A possibilidade foi inicialmente ventilada pela jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira 15.
Segundo a Folha, Unger entenderia que poupar Bolsonaro de uma eventual prisão seria uma forma de pacificar o País. Ainda de acordo com o jornal, ele também teria consultado amigos da área jurídica, incluindo integrantes de tribunais superiores, e políticos sobre a iniciativa.
Em nota, Unger negou que atuará junto a Bolsonaro para tratar de sua situação jurídica, mas evitou dar mais detalhes do que pensa em relação à situação do ex-capitão e da política brasileira.
“Na primeira oportunidade que tiver, tratarei de expor a meus concidadãos como vejo a perigosa situação que se estabeleceu no país.”
Mangabeira Unger, que foi ministro de Lula (PT) de 2007 a 2009 e apoiou Ciro Gomes (PDT) em suas campanhas presidenciais, vive em Boston (EUA) desde novembro do ano passado.
Bolsonaro na mira
O ex-presidente foi alvo de medidas cautelares no âmbito da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal há uma semana, e teve de entregar seu passaporte à Justiça. Ele é investigado pela suposta tentativa de dar um golpe de Estado com objetivo de reverter o resultado das eleições em 2022.
Com as investigações em estágio avançado, o temor de prisão de Bolsonaro voltou a ganhar tração nas redes e no mundo político. Ainda assim, não há consenso entre juristas sobre as chances de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decretar uma prisão preventiva do ex-mandatário.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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