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Lula destaca diálogo como marca do governo em 2023: Pobre de quem troca por metralhadora

Em última reunião ministerial do ano, presidente tratou das negociações do governo para aprovação de pautas no Congresso

Lula destaca diálogo como marca do governo em 2023: Pobre de quem troca por metralhadora
Lula destaca diálogo como marca do governo em 2023: Pobre de quem troca por metralhadora
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza, nesta quarta-feira 20, a última reunião ministerial do ano. Na abertura do encontro, Lula elogiou os trabalhos dos ministros e atribuiu a aprovação de medidas no Congresso Nacional, a exemplo da reforma tributária, à “arte da negociação”. 

“Negociação, muitas vezes, mal interpretada. Acusada de coisa de menor nível. Dizendo que o governo estava conversando com fulano, com beltrano, que o governo estava conversando com o Centrão”, apontou Lula, que voltou a dizer que o governo “não conversa com o Centrão, conversa com partidos”.

Lula enalteceu o que chamou de “capacidade de negociação” dos líderes do governo no Congresso, assim como do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, principalmente pela reforma da reforma tributária.

O presidente disse que é preciso estabelecer como regra “a capacidade de conversação e a capacidade de diálogo”. Lula fez, ainda, uma alusão a governantes que trocam a “mesa de diálogo” por “metralhadora, fuzil ou canhão”.

Pobre do governante que acha que pode trocar a mesa de diálogo por uma metralhadora, por um fuzil ou por um canhão. Quando se chega a essa tomada de posição, aí a ignorância venceu a inteligência“, disse Lula. 

“Aí a  gente não pode botar nenhuma palavra ligada à democracia, porque a democracia pressupõe tolerância, convivência democrática na diversidade”, explicou o presidente aos ministros na abertura da reunião.

O encontro desta quarta-feira deve contar com um balanço de gestão feito por cada ministro. Essa parte ocorrerá de forma reservada, sem a presença da imprensa. Lula prometeu um segundo discurso, ao lado do seu vice, Geraldo Alckmin, na hora de encerramento dos trabalhos.

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