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Loja da marca Reserva é acusada de racismo ao posicionar manequim de cor preta quebrando vidraça
Após manifestações negativas, a loja retirou o boneco do local; marca foi criticada por caso semelhante em 2016
Uma loja da grife Reserva localizada no Shopping Barra, em Salvador, foi acusada de racismo em uma de suas ações de marketing. O estabelecimento posicionou um manequim de cor prefa, fora da loja, como se ele estivesse correndo em direção ao estabelecimento e se chocando contra o vidro do local.
A ação foi criticada por clientes, que questionaram o motivo da marca ter utilizado um manequim daquela cor, já que a ação dava a entender que o boneco iria arrombar a loja.
Após manifestações negativas, a loja retirou o manequim na terça-feira 15 e informou que informou que o boneco fazia parte da vitrine chamada de “Loucuras pela Reserva” e que “não teve como objetivo ofender qualquer pessoa ou disseminar ideias racistas e sim divulgar a liquidação da marca”. O boneco, antes na parte de dentro da loja, estava exposto desde o dia 25 de janeiro.
Em 2016, uma outra loja da marca, localizada no Shopping Rio Sul, no bairro de Botafogo, no Rio, também foi acusada de praticar racismo ao colocar manequins de cor preta pendurados no teto, de cabeça para baixo, em suas vitrines. À época, a loja argumentou que em épocas de liquidação, era comum que eles colocassem tudo da loja, incluindo manequins, peças e letreiros, de ponta a cabeça. A marca também afirmou que os bonecos da cor preta eram padrão de todas as filiais, há mais de 9 anos, e não havia qualquer intenção ou traço de racismo na estratégia de marketing.
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