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Lira diz que radicalismo bolsonarista só ficou claro após a eleição de 2022
O presidente da Câmara sustenta que o Parlamento fez tudo o que podia antes dos atos golpistas
O presidente da Câmara e candidato à reeleição, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta terça-feira 31 que o extremismo dos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) só teria ficado em evidência após o resultado do pleito de 2022.
Questionado em entrevista à GloboNews se a falta de repressão aos ataques do ex-capitão inflaram o movimento golpista de 8 de janeiro, Lira disse que o Parlamento tomou todas as atitudes ao seu alcance.
“Essas posturas que apareceram do governo anterior, de radicais que apoiavam o governo anterior, apareceram praticamente e claramente depois do resultado da eleição. Então, a gente ia fazer o quê na transição? Dar estabilidade ao governo que entrava”, alegou. “Não emplacar nenhuma pauta que causasse certo tipo de dissabor à transição nem ao governo que iria se iniciar. Tudo o que podíamos fazer antes, fizemos.”
Segundo Lira, “os partidos deram equilíbrio ao governo [Bolsonaro] e apoiaram as pautas certas”.
“Nós não votamos praticamente nenhuma pauta de costume à frente dos dois últimos anos na Câmara, mas demos oportunidade de essas pautas virem a discussão.”
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