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Líder caminhoneiro se junta a protesto de petroleiros: ‘Bolsonaro mentiu e não cumpriu sua palavra’

Wallace Landim, conhecido como Chorão, esteve no ato da FUP pelo fim da PPI e contra a privatização da Petrobras: ‘Chegou a hora de a gente se unir’

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros.

Foto: Reprodução
Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros. Foto: Reprodução
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O líder dos caminhoneiros autônomos do Brasil, Wallace Landim, popularmente conhecido como Chorão, participou nesta terça-feira 21 de um protesto organizado pelos petroleiros em São Paulo. Após o ato, disse que sua categoria estaria pronta para se juntar à luta pelo fim da atual política de preços da Petrobras e contra a privatização da empresa.

A participação foi divulgada em um vídeo ao lado de Deyvid Bacelar, presidente da Federação Única dos Petroleiros, e por meio de uma nota na qual o caminhoneiro faz várias críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, não cumpriu promessas feitas a categoria em 2018.

“A grande falha e incompetência do governo Bolsonaro foi não ter reestruturado a Petrobras e suas operações no início do governo, não ter dado início a mudanças estruturantes na empresa e, o principal, não ter cumprido sua palavra com os caminhoneiros”, diz um trecho da carta publicada por Landim.

“Bolsonaro mentiu e agora quer colocar a categoria e o povo brasileiro contra a Petrobras”, acrescenta ainda o líder dos caminhoneiros. No texto, ele diz ainda que sua categoria está ‘ao lado da verdade’ e não da ‘mentira’ contada pelo atual governo. Ele ainda acusa o ex-capitão de ‘duvidar da inteligência’ dos caminhoneiros ao se posicionar contra a Petrobras.

Após o encontro, Landim usou parte do comunicado para rebater Marcos Antonio Pereira, conhecido como Zé Trovão, que divulgou vídeo em que defende Bolsonaro e convoca uma greve de caminhoneiros. Na publicação ele acusa a Petrobras de estar dando um golpe no presidente brasileiro. A publicação marca novo descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal, que impede que ele use as redes sociais após liderar ataques antidemocráticos contra ministros da Corte.

No texto desta terça, Landim diz que Zé Trovão age de forma ‘irresponsável’ ao fazer as publicações e que não representaria os anseios da categoria:

“Ele não representa os caminhoneiros, ele está fazendo isso a mando de quem não respeita a democracia, de quem mente. Esse rapaz está em busca de um indulto pelos crimes que cometeu e continua cometendo”, destaca. “Para fazer greve é preciso estar do lado da verdade e da democracia e ter responsabilidade sobre seus atos”, completa ainda a publicação.

 

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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