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Levantamento aponta 38 potenciais falsos testemunhos na CPI da Covid

Das 38 mentiras ou contradições, a maior parte consta no depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
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Um levantamento elaborado pela equipe do senador Renan Calheiros (MDB-AL) apontou, pelo menos, 38 declarações contraditórias ou falsas de depoentes durante as sessões da CPI da Covid no Senado. O mapeamento deve ser incluído no relatório final e ser encaminhado ao Ministério Público. As informações são do jornal O Globo.

Das 38 mentiras ou contradições, a maior parte consta no depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Ao todo, o ex-ministro foi responsável por 17 das 38 declarações.

Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, vem em segundo lugar na lista de mentiras ou contradições, com 8 declarações, de acordo com o levantamento. A médica Nise Yamaguchi teria proferido 6 falsas alegações ou informações contraditórias; o atual ministro da Saúde Marcelo Queiroga, 4; e o ex-secretário da Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, 3.

As mentiras de Pazuello

Durante o seu depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello mentiu ou se contradisse em pelo menos 17 vezes, segundo o levantamento. As principais mentiras estão relacionadas às vacinas e ao caos na Saúde no Amazonas.

Pazuello disse haver ressalvas do Tribunal de Contas da União na aquisição das vacinas da Pfizer, fato desmentido pela Corte posteriormente. Ainda sobre vacinas, disse também que Jair Bolsonaro não interferiu nas negociações com o Butantan pela CoronaVac, declaração desmentida posteriormente por Dimas Covas, presidente do Instituto.

O depoimento do ex-ministro também foi contraditório ao tratar das datas que a pasta foi alertada sobre o colapso no sistema de Saúde do Amazonas. Pazuello diz ter sido informado sobre a falta de respiradores apenas no dia 10 de janeiro, quando na verdade teria sido informado quase um mês antes pelo governador do estado. Em depoimento à CPI, o ex-secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, também confirmou que ligou no dia 7 de janeiro para informar Pazuello sobre o problema.

O levantamento feito pela equipe do relator da CPI não inclui possíveis contradições ou falsos testemunhos de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social do governo federal, nem dos ex-ministros da Saúde, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, pois começou a ser feito logo após estes três depoimentos.

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