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Após troca de tiros, Lázaro Barbosa é morto em Goiás

Após troca de tiros, Lázaro Barbosa é morto em Goiás

Condenado por assassinatos e estupros, o fugitivo da Justiça era procurado por uma série de crimes

(Polícia Civil de Goiás/Reprodução)

(Polícia Civil de Goiás/Reprodução)

Instantes depois de o governador de Goiás Ronaldo Caiado informar que Lázaro Barbosa foi preso, na manhã desta segunda-feira 28, a Polícia Civil do estado confirmou que o fugitivo foi morto. Foram pelo menos 38 tiros, segundo contagem preliminar.

Condenado por assassinatos e estupros, Lázaro foi capturado em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Ele tinha 32 anos e era procurado por uma série de crimes na região.

“Ta aí, minha gente, como eu disse, era questão de tempo até que a nossa polícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino Lázaro Barbosa. Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo de muito orgulho para a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido”, escreveu o governador em uma rede social.

Lázaro também é acusado pela morte de quatro pessoas de uma família em Ceilândia, no Distrito Federal, e de um caseiro de uma fazenda no distrito de Girassol, em Goiás.

 

 


Relembre o caso

As buscas por Lázaro Barbosa iniciaram há 20 dias, logo após a morte de quatro integrantes de uma mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, no dia 9 de junho.

Lázaro foi apontado como principal suspeito pela chacina e passou a ser perseguido pela Polícia. O criminoso passou a ser chamado de o ‘serial killer de Brasília’.

Após os crimes, ele fugiu para Cocalzinho, em Goiás, onde se instalou uma verdadeira força-tarefa composta por 270 agentes das mais diversas forças de segurança de Goiás e do DF. Na operação foram usados drones, helicópteros e cães farejadores.

Enquanto fugia das centenas de policiais, Lázaro invadiu propriedades, fez reféns, atirou em civis e policiais, furtou e incendiou carros, entre outros.

Conforme as buscas se estendiam sem resultados, a operação virou alvo de questionamentos. Em análise feita a pedido da CartaCapital,especialistas dizem que a operação mostrou fortes evidências da falta de profissionalismo, A intensa cobertura midiática também pode ter contribuído significativamente para o desfecho tardio e letal da operação.

Motivações para os crimes

A motivação de Lázaro Barbosa para cometer os crimes ainda não foi descoberta. Com a morte dele, porém, novos obstáculos surgem na investigação.

Em 20 dias de busca, as teorias do porque ele cometeu os crimes variaram entre ‘satanismo’ e ‘bruxaria’ à formação de quadrilha entre donos de terra para baixar o valor de compra dos terrenos na região.

As suspeitas envolvendo práticas ocultas, porém, parecem ter ficado para trás. Na última quinta-feira 24 as autoridades passaram a investigar a sério a participação de donos de terra locais nos crimes, além da existência de uma possível rede de apoio ao criminoso.

A região de Águas Lindas de Goiás, onde Lázaro foi capturado, é pobre e composta por fazendas e chácaras de pequeno a médio porte. Em entrevista coletiva concedida logo após a morte de Lázaro, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda,  destacou que a operação continua e agora opera em três linhas de investigação.

São elas:

  • Homicídios pagos com objetivo de diminuir o preço dos imóveis da região;
  • a contratação de Lázaro como jagunço em disputas locais por terra;
  • e uma terceira hipótese de que o criminoso seria uma espécie de segurança.

Foram presos na região onde Lázaro foi morto o dono de uma chácara e um caseiro. Em depoimento à Polícia, o caseiro afirmou que Lázaro passou 5 dias escondido na propriedade, onde descansou e foi alimentado. A entrada dos policiais na propriedade também teria sido dificultada pelo patrão, que nega as acusações.

Ainda segundo o caseiro, o dono da chácara tem ligações pessoais com a família de Lázaro, tendo sido patrão da mãe e do tio do dele, além de ter ajudado a família financeiramente quando o irmão de Lázaro faleceu.

Mais cedo, Ronaldo Caiado, governador de Goiás, disse acreditar que Lázaro não é ‘um lobo solitário’ e que atuava com uma rede de apoio. A operação agora busca outros integrantes dessa suposta quadrilha.

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