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Justiça do Paraná condena médico que cobrava por cirurgias realizadas no SUS
Os casos aconteceram em Toledo, entre 2015 e 2017
O Tribunal de Justiça do Paraná condenou a dez anos de reclusão um médico ortopedista que cobrava de pacientes para realizar procedimentos oferecidos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
Segundo as investigações, Lucas Saldanha Ortiz solicitava de 50 a 200 reais durante consultas ou cirurgias em unidades hospitalares de Toledo (PR), alegando que os valores serviriam para o custeio de anestesista ou de outro serviço que não teria cobertura pelo SUS.
A conduta foi praticada 11 vezes, com pacientes diferentes, entre 2015 e 2017, de acordo com os autos. A investigação também apontou que muitas vítimas não tinham condições de arcar com os montantes cobrados e contraíram dívidas.
Na decisão, o juiz Murilo Conehero Ghizzi condenou Ortiz por corrupção passiva e estabeleceu o pagamento de 250 dias-multa (com cada dia-multa equivale a meio salário mínimo vigente na época do caso). Cabe recurso contra a sentença.
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