CartaExpressa,Justiça

Justiça concede liberdade para esposa de Paulo Galo

Justiça concede liberdade para esposa de Paulo Galo

'Galo', líder do movimento de entregadores antifascistas, foi um dos autores do incêndio da estátua de Borba Gato no último sábado

Borba Gato, bandeirante ligado ao tráfico de pessoas, tem estátua queimada em São Paulo. Foto: Reprodução/Jornalistas Livres

Borba Gato, bandeirante ligado ao tráfico de pessoas, tem estátua queimada em São Paulo. Foto: Reprodução/Jornalistas Livres

A Justiça paulista liberou nesta sexta-feira 30, Géssica Silva Barbosa, esposa do entregador de aplicativo Paulo Roberto da Silva Lima, conhecido “Galo”, que assumiu a autoria do incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato, em São Paulo. A informação é do advogado do casal, Jacob Filho.

Géssica não estava presente no local na hora do incidente e cuidava da filha do casal, de 3 anos. Segundo o advogado, o motivo pelo qual ela está sendo envolvida no caso é que o telefone celular usado por Paulo em que constavam mensagens sobre a organização do ato estava no nome da esposa.

A Justiça do Estado de São Paulo havia expedido mandado de prisão contra o entregador e sua esposa nesta quarta-feira 28. A situação ocorreu após ele se apresentar voluntariamente ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro. Eles respondem por incêndio, associação criminosa e adulteração de placa de veículo.

Na decisão que concedeu a liberdade à Géssica, a juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, responsável pelo caso, afirmou que além dos depoimentos dos envolvidos confirmando a não participação da esposa de Galo, “a equipe investigativa constatou que seu aparelho telefônico encontrava-se nas proximidades de sua residência”.

O coletivo “Revolução Periférica” já assumiu a autoria do ato, que não causou qualquer dano estrutural ao monumento, feito de concreto e revestido de cerâmica.

A ato sábado 23 na estátua de Borba Gato faz parte de uma série de ações que defendem a derrubada de monumentos que exaltam personagens da escravização de povos afrodescendentes e indígenas.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Repórter do site de CartaCapital

Compartilhar postagem