CartaExpressa

Igreja Católica cobra respeito após ‘insultos irreproduzíveis’ de Milei contra o Papa Francisco

O ultradireitista já se referiu ao pontífice como ‘o maligno na Terra que ocupa o trono da casa de Deus’

O ultradireitista argentino Javier Milei. Foto: Luis Robayo/AFP
Apoie Siga-nos no

O líder da Igreja Católica na Argentina, o bispo Oscar Ojea, cobrou “respeito” com o Papa Francisco, após “insultos irreproduzíveis” e “falsidades”. Trata-se de uma referência ao ultradireitista Javier Milei, candidato à Presidência.

O “libertário” se referiu ao pontífice em várias ocasiões como “o maligno na Terra que ocupa o trono da casa de Deus”, o acusou de “promover o comunismo” e o chamou de “nefasto” e “imbecil”.

“O Papa é para nós um profeta da dignidade humana em um tempo de violência e exclusão”, disse Ojea, nesta segunda-feira 11, em entrevista reproduzida pela Conferência Episcopal Argentina.

Segundo ele, Francisco “também é um chefe de Estado ao qual se deve um respeito particular”.

Em 5 de setembro, sacerdotes de áreas carentes da Argentina celebraram uma missa comunitária em um bairro pobre de Buenos Aires em desagravo a Francisco pelas ofensas de Milei.

(Com informações da AFP)

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.