CartaExpressa
Gilmar se irrita com associação de juízes e sugere: ‘Acabem com as férias de dois meses’
O ministro reagiu ao que considerou uma tentativa de adiar o julgamento sobre a implementação do juiz de garantias
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, se incomodou nesta quarta-feira 24 com um pedido do advogado que representa a Associação dos Magistrados Brasileiros para que a análise sobre a implementação do juiz de garantias ocorresse no plenário virtual, não em sessões presenciais da Corte.
Ele entendeu a solicitação como uma tentativa de adiar o julgamento.
“Se a AMB quer adiantar (…) os debates sobre celeridade do processo em geral, aceite as férias de um mês. Acabem com as férias de dois meses. Isso seria uma contribuição, e não esse tipo de falta de sutileza para retardar o processo. Isso não é digno. Não é razoável que uma associação da magistratura se comporte dessa maneira”, disparou Gilmar.
O juiz de garantias ficaria responsável pela salvaguarda dos direitos individuais e pelo controle da legalidade da condução das investigações. Estariam sob sua responsabilidade, por exemplo, decisões sobre concessão, prorrogação ou revogação de prisões cautelares; prorrogação do prazo de investigações; quebra de sigilos e operações de busca e apreensão; arquivamento de investigações; e o recebimento ou a rejeição de denúncia.
Caso a denúncia avance, o juiz de garantias “passaria a bola” para outro magistrado, que atuaria durante toda a ação penal, até o julgamento.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
República de Curitiba tem ‘porões e esqueletaços’, diz Gilmar em nova crítica à Lava Jato
Por CartaCapital
Moro pede ao STF a rejeição de denúncia da PGR por calúnia contra Gilmar Mendes
Por CartaCapital
Mendonça muda voto e altera placar contra revista íntima em presídios; Gilmar suspende julgamento
Por Marina Verenicz



