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Empresário citado como financiador dos bloqueios de rodovias cumpre agendas ao lado de Renan Bolsonaro

Filho mais novo do ex-presidente iniciou o projeto para se lançar como vereador em Santa Catarina e foi apadrinhado pelo empresário Emílio Dalçóquio

Emílio Dalçóquio (dir.), Jair Renan (esq.) e Zé Trovão (chapéu). Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O empresário Emílio Dalçóquio, citado pela Polícia Rodoviária Federal como um dos possíveis financiadores dos bloqueios ilegais em rodovias após a vitória de Lula (PT) nas eleições, cumpre agendas políticas ao lado de Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do jornal O Globo desta terça-feira 1.

De acordo com a publicação, o empresário dono dos veículos que ilegalmente trancaram rodovias no País se tornou uma espécie de padrinho político de Renan Bolsonaro em seu projeto de se tornar vereador em Balneário Camboriú. Ele aparece ao lado do filho do ex-capitão em diferentes agendas, como reuniões com empresários e lideranças locais.

A proximidade de um possível financiador dos bloqueios, apontados como eventos preparatórios para os atos golpistas, com um integrante do clã do ex-capitão reforça a ligação dos episódios com a cúpula bolsonarista. O ex-presidente é acusado de ser omisso com os protestos que deram sustentação para o terrorismo em 8 de Janeiro. A revelação dificulta a tentativa de Bolsonaro de se afastar daqueles episódios.

Emílio Dalçóquio e Renan Bolsonaro com os organizadores de um evento em Santa Catarina.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A investigação sobre o bloqueio das vias em que Dalçóquio é citado está no Supremo Tribunal Federal. Ele nega envolvimento com o tema, apesar de, no dia 30 de outubro, ter discursado incentivando os protestos.

“Agora vai ficar no coração de cada um aceitar o Brasil ser comunista ou não. Eu não aceito. Saiam daqui e vão defender o Brasil também, é isso que nós esperamos”, disse ele naquela ocasião, conforme registra o jornal.

Para além deste episódio, lembra O Globo, o empresário catarinense também já foi investigado por coação dos caminhoneiros na greve em 2018. Naquela época, o MPF apontou que o aliado de Renan Bolsonaro teria atentado contra a liberdade de trabalho da categoria.

Em outra oportunidade, entrou na mira das discussões políticas após defender Adolf Hitler.

“Não sou nazista, sou realista, o melhor produto do mundo é o que o alemão faz. A Alemanha já não é mais aquela Alemanha toda que nós vimos porque Hitler já avisava: ‘Olha a União Soviética’. E está acontecendo tudo aquilo que ele falou. Hitler estava defendendo a Alemanha dele”, disse em um podcast em março de 2022.

Dalçóquio optou por não fazer comentários sobre a reportagem desta terça-feira.

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