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Em nome do governo Bolsonaro, Pazuello negava a vacina e superfaturava o preço, diz Doria

Em nome do governo Bolsonaro, Pazuello negava a vacina e superfaturava o preço, diz Doria

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

O governador de São Paulo, João Doria, usou as redes sociais nesta sexta-feira 16 para se manifestar sobre as novas suspeitas em torno da negociação extraoficial de imunizantes contra a Covid-19 pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

 

 

“Enquanto trabalhávamos para viabilizar a Coronavac de forma segura e com preço justo p/ os brasileiros, o ex-Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nome do Governo Bolsonaro, negava a vacina e superfaturava seu preço nos bastidores. Uma vergonha nacional!”, afirma a publicação.

 

 

O ex-ministro teria prometido a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina Coronavac oferecidas ao governo por quase o triplo do preço pedido pelo Instituto Butantan. A negociação teria acontecido fora da agenda oficial, nas dependências do ministério, em 11 de março. O desfecho foi registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior. A gravação foi obtida pelo jornal Folha de S.Paulo e já está em posse da CPI da Covid.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro na gravação. Segundo ele, a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, divulgada pelo jornal, oferece os 30 milhões de doses da vacina pelo preço de 28 dólares por dose, com depósito de metade do valor total da compra (4,65 bilhões de reais, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Dois meses antes do encontro, o governo brasileiro já havia anunciado a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac diretamente do Instituto Butatan, pelo preço de 10 dólares por dose.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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