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Diretor que deu aval para reverendo negociar vacinas é exonerado

Diretor que deu aval para reverendo negociar vacinas é exonerado

Lauricio Monteiro Cruz, do Ministério da Saúde, permitiu que fossem negociadas 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo

Profissional de saúde manuseia vacina da Pfizer. Foto: Thomas Lohnes/AFP

Profissional de saúde manuseia vacina da Pfizer. Foto: Thomas Lohnes/AFP

Lauricio Monteiro Cruz, diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foi exonerado pelo governo federal nesta quinta-feira 8. A informação consta no Diário Oficial da União (DOU) e é assinada pelo ministro chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

O diretor teria dado aval para que um reverendo e a entidade presidida por ele, a Senah, negociasse 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa americana Davati Medical Supply.

Em um dos e-mails obtidos pela TV Globo, datado de 23 de fevereiro, Lauricio agradece ao reverendo pela disponibilidade de apresentação da proposta de 400 milhões de doses e diz que “todos os processos de aquisição de vacinas no âmbito do Ministério da Saúde estão sendo direcionados pela Secretaria Executiva”.

Fotos publicadas nas redes sociais do reverendo confirmam uma reunião na sede do Ministério da Saúde, na qual Lauricio aparece. Na postagem constava a legenda: “Senah faz reunião no ministério para articulação mundial em busca de vacinas e para a consecução de uma grande quantidade dos imunizantes a ser disponibilizada no Brasil”.

Em outro e-mail, do dia 9 de março, Lauricio informa ao presidente da Davati nos Estados Unidos, Herman Cardenas, que o reverendo tinha autorização do Ministério da Saúde para negociar a compra de vacinas com a empresa.

O valor negociado pela Senah era de 17,50 de dólares por dose, três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano.

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Repórter do site de CartaCapital

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