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Diagnosticado com Covid, ministro da Saúde faz postagem antivacina nas redes sociais

Publicação atacava vacina chinesa Coronavac e foi apagada minutos depois por Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Evaristo Sá/AFP
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga, em mais um gesto de alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro, fez uma publicação antivacina no perfil que mantém em uma rede social. A postagem foi feita horas depois do ministro ser diagnosticado com Covid-19 nos Estados Unidos, onde esteve na comitiva presidencial na Assembleia da ONU.

Na publicação, Queiroga atacava a vacina chinesa Coronavac e fazia menção a outro argumento negacionista, questionando a eficácia do uso de máscaras. A imagem foi apagada horas depois.

“Que ironia! Ministro Marcelo Queiroga seguiu todos os protocolos, vacinou com a Coronavac, usa máscara o tempo inteiro e foi contaminado. O presidente não se vacinou, não usa máscara, estava ao lado dele e não pegou”, escreveu uma seguidora na imagem compartilhada por Queiroga.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Coronavac, como todo e qualquer imunizante aplicado no Brasil, passou por testes e recebeu autorização da Anvisa após comprovação de sua eficácia e de sua segurança

A eficácia da vacinação, em especial da Coronavac, é constantemente colocada em xeque por integrantes do governo federal e aliados. O ministro chegou a participar de uma transmissão ao vivo feita pelo ex-capitão na semana passada em que o presidente prega contra o imunizante e faz declarações negacionistas. O ministro, que também é medico, não corrigiu o presidente. A publicação na rede social ocorre também horas depois de Bolsonaro mentir no discurso na ONU afirmando que seu governo sempre defendeu a aplicação das vacinas no Brasil.

A postagem é mais um gesto que demonstra o alinhamento do ministro ao presidente. Recentemente, Bolsonaro pregou contra a vacinação de adolescentes no Brasil após falsamente atribuir a morte de uma jovem ao imunizante da Pfizer. Mesmo comprovada a não relação da vacina com o óbito, o ministro manteve a recomendação de não imunização de menores de 18 anos, contrariando o que dizem especialistas no tema.

Outro aceno ao bolsonarismo, ocorreu em Nova York, horas antes do diagnóstico. Queiroga foi flagrado fazendo gesto obsceno aos manifestantes que realizam protestos contrários ao governo federal.

Segundo o próprio ministro nas redes, ele está bem e isolado nos Estados Unidos. Segundo o governo federal, não há nenhum outro caso de contaminação na comitiva presidencial que retorna ao Brasil. A Anvisa recomentou quarentena de 14 dias aos integrantes do grupo.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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