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Comissão vinculada ao governo Bolsonaro nega indenização a Dilma por perseguição na ditadura

A defesa sustentou que ela teve de deixar o curso de Economia na UFMG e foi pressionada a se demitir da Fundação de Economia e Estatística do RS

Dilma Rousseff em auditoria militar no Rio de Janeiro, em 1970. Foto: Arquivo Nacional da Comissão da Verdade
Dilma Rousseff em auditoria militar no Rio de Janeiro, em 1970. Foto: Arquivo Nacional da Comissão da Verdade
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A Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, rejeitou nesta quinta-feira 28 um pedido de indenização da ex-presidenta Dilma Rousseff, vítima de perseguição na ditadura militar.

Dilma, presa e torturada sob o regime militar, acionou a comissão pelo reconhecimento de uma indenização de 10,7 mil reais mensais e da contagem, para efeitos de aposentadoria, do período de nove anos entre sua prisão e a promulgação da Lei da Anistia.

A defesa de Dilma sustentou que ela teve de deixar o curso de Economia na UFMG e foi pressionada a se demitir da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.

O colegiado, porém, alegou que o pedido da ex-presidenta não poderia ser analisado porque ela já teve a anistia reconhecida pelo governo do Rio Grande do Sul.

Conselheiros chegaram a colocar em xeque as razões pelas quais Dilma foi perseguida na ditadura.

“Ela foi presa e julgada por pertencer à luta armada, que atuava na ilegalidade. Não foi por motivação política que foi perseguida. Ela optou por isso e por pertencer à organização armada e que cometia atos terroristas”, disse o general Luis Eduardo Rocha Paiva, citado pelo G1.

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