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Comissão vinculada ao governo Bolsonaro nega indenização a Dilma por perseguição na ditadura
A defesa sustentou que ela teve de deixar o curso de Economia na UFMG e foi pressionada a se demitir da Fundação de Economia e Estatística do RS
A Comissão de Anistia, vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, rejeitou nesta quinta-feira 28 um pedido de indenização da ex-presidenta Dilma Rousseff, vítima de perseguição na ditadura militar.
Dilma, presa e torturada sob o regime militar, acionou a comissão pelo reconhecimento de uma indenização de 10,7 mil reais mensais e da contagem, para efeitos de aposentadoria, do período de nove anos entre sua prisão e a promulgação da Lei da Anistia.
A defesa de Dilma sustentou que ela teve de deixar o curso de Economia na UFMG e foi pressionada a se demitir da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.
O colegiado, porém, alegou que o pedido da ex-presidenta não poderia ser analisado porque ela já teve a anistia reconhecida pelo governo do Rio Grande do Sul.
Conselheiros chegaram a colocar em xeque as razões pelas quais Dilma foi perseguida na ditadura.
“Ela foi presa e julgada por pertencer à luta armada, que atuava na ilegalidade. Não foi por motivação política que foi perseguida. Ela optou por isso e por pertencer à organização armada e que cometia atos terroristas”, disse o general Luis Eduardo Rocha Paiva, citado pelo G1.
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