CartaExpressa

Chapa entre Lula e Alckmin é descabida, diz presidente do PSOL

Juliano Medeiros criticou a possível composição do petista com o tucano em 2022

Geraldo Alckmin e Lula. Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e José Cruz/Agência Brasil
Geraldo Alckmin e Lula. Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e José Cruz/Agência Brasil

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, considera “descabida” a possibilidade de que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) seja vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. A avaliação foi feita após reunião com Carlos Siqueira, presidente do PSB, nesta terça-feira 30.

A declaração ocorreu em entrevista ao jornal Valor Econômico. A CartaCapital, Medeiros reforçou as afirmações. Ele e Siqueira conversaram sobre uma eventual filiação de Alckmin ao PSB, no momento em que o ex-governador se afasta do PSDB e recebe afagos de Lula.

Considero descabido ter um sujeito como Alckmin compondo uma frente das esquerdas“, disse o presidente do PSOL.

Medeiros é um dos principais entusiastas da candidatura de Lula dentro de seu partido. Em entrevista a CartaCapital, o presidente do PSOL já havia se manifestado a favor da união das esquerdas em torno da candidatura do petista.

Ele defendeu essa posição na própria convenção do PSOL, realizada em setembro, quando os partidários decidiriam se a legenda apoiaria a chapa de Lula. Porém, a sigla adiou para o ano que vem o anúncio da decisão sobre se aliar ao petista. Outra parte relevante do PSOL quer o deputado Glauber Braga (RJ) com postulante à Presidência.

A união de Lula e Alckmin, porém, ainda é incerta. O ex-presidente dá sinais de que considera formalizar o convite ao ex-governador de São Paulo, desde que saiba o seu destino partidário. Como mostrou CartaCapital, Alckmin sinalizou a sindicalistas nesta semana que a chance de ser vice de Lula “caminha”.

Assine nossa newsletter

Receba conteúdos exclusivos direto na sua caixa de entrada.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fonte confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!