‘7 de Setembro, bandeira do Brasil e camisa da seleção não são patrimônios do bolsonarismo’

A CartaCapital, Juliano Medeiros também avaliou as perspectivas do partido para as eleições presidenciais de 2022

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, em entrevista a CartaCapital

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, em entrevista a CartaCapital

Política

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, defendeu nesta terça-feira 31 a realização de atos de oposição ao governo de Jair Bolsonaro em 7 de setembro. Segundo ele, recuar por causa das manifestações bolsonaristas no mesmo dia seria “uma demonstração de fraqueza e de pouco compromisso com a luta por um Brasil mais justo”.

 

 

“As nossas mobilizações já estavam agendadas, convocadas pela Campanha Fora, Bolsonaro. O 7 de Setembro, a bandeira do Brasil e a camisa da seleção não são patrimônios do bolsonarismo. Temos de disputar esses símbolos e isso se faz também por meio das mobilizações de rua”, disse Medeiros em entrevista ao canal de CartaCapital no YouTube.

Ao analisar as marchas bolsonaristas programadas para o Dia da Independência, Juliano Medeiros admitiu ser “preocupante um grau de crescente organização da extrema-direita dentro das Polícias Militares”. Para ele, porém, esse movimento “ainda não parece suficiente para dizer que estamos na iminência de um levante de PMs ou algo do tipo”.

 

 

Na entrevista, o presidente do PSOL também avaliou as perspectivas do partido para as eleições de 2022. Os membros da sigla discutem duas opções: lançar um candidato próprio à Presidência ou participar da construção de uma frente, provavelmente encabeçada pelo ex-presidente Lula.

“Nosso Congresso acontece nos dias 25 e 26 de setembro e deve tomar uma decisão preliminar sobre esse assunto”, disse. “Eu tenho defendido que façamos um esforço para construir uma unidade. Não é um momento de normalidade em que podemos nos dar ao luxo de pensar primeiro na nossa autoconstrução”.

Juliano Medeiros afirmou que essa “frente de unidade” pode ter Lula como representante, mas que a definição de um nome é “secundária”.

“O principal é garantir um programa que aponte para uma mudança real da situação que o País vive, para a retomada do emprego, para a democratização das instituições do Estado”, explicou. “Posso adiantar que há uma forte tendência de trabalhar pela unidade daqui até o começo do ano que vem”.

Assista à íntegra da entrevista:

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Editor do site de CartaCapital

Compartilhar postagem