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CGU aponta inconsistência de R$ 6 bilhões no Ministério Cidadania na gestão Bolsonaro
Inconsistências estão, principalmente, na execução do programa Auxílio Brasil
Uma nova auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou inconsistências na casa dos 6 bilhões de reais nas contas do Ministério da Cidadania durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O valor diz respeito apenas ao ano de 2022, quando a pasta foi comandada por João Roma e Ronaldo Bento no período eleitoral. As informações são do site Metrópoles deste sábado 3.
De acordo com a publicação, as principais inconsistências apontadas estão na execução do programa Auxílio Brasil, uma das ações consideradas eleitoreiras na gestão de Bolsonaro no ano passado.
Segundo o órgão, há duplicidade nas despesas apontadas pelo Ministério da Cidadania na execução do Auxílio Brasil. Também há problemas nos registros de receitas das devoluções dos auxílios não retirados pelos beneficiários. Há ainda outros erros constatados na arrecadação registrada pela pasta na gestão bolsonarista.
Em outro trecho da auditoria, mostra o site, a CGU apontou distorções no registro de créditos a receber pelo ministério. Este ponto diz respeito aos pagamentos indevidos de benefícios e ajustes de perdas. Não houve também um acompanhamento devido, segundo a CGU, dos estornos feitos pela Caixa dos benefícios não sacados.
Não há comentários do governo anterior e dos envolvidos nas inconsistências apontadas pela CGU. O órgão de controle fez, ainda, uma série de sugestões de aprimoramento de registros de contas e para controle interno no ministério.
O caso vem a público um dia depois de indícios apontarem para o pagamento irregular de 1,9 bilhões em auxílio para caminhoneiros e taxistas na gestão anterior. Há poucas semanas, o governo Bolsonaro também entrou na mira por outras diversas irregularidades no pagamento do Auxílio Brasil. O prejuízo neste último caso pode chegar a quase 4 bilhões de reais.
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