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Bolsonaro volta a acusar estados de supernotificação e cita vídeos da internet como ‘prova’

Mesmo desmentido pelo TCU, presidente promete divulgar suposto relatório que prova sua acusação

Foto: Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Jair Bolsonaro voltou a citar, nesta quarta-feira 9, uma não comprovada supernotificação de casos de Covid-19 no Brasil. Ao conversar com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, Bolsonaro citou vídeos na internet para justificar sua acusação.

“A gente vê na internet a quantidade de pessoas revoltadas porque o parente não havia morrido de Covid e colocavam no atestado de óbito Covid. Isso, pelo que tudo indica, há um forte indício de que tivemos as supernotificações no Brasil”, afirmou.

Na segunda-feira 7, Bolsonaro disse ter tido acesso a um documento do TCU com a informação de que “em torno de 50% dos óbitos por Covid” não teriam sido pela doença. Logo após a declaração, o tribunal desmentiu o presidente e abriu uma investigação contra o servidor que alega ter feito este relatório.

Mesmo desmentido, Bolsonaro voltou ao tema nesta quarta. “2020 teve um crescimento um pouco maior e é natural morrer mais gente ano após ano. Se você pega naquela tabela que foi feita, e tirar os óbitos por Covid em 2020, teria um crescimento negativo. Então mais um indicativo forte de supernotificações”.

O presidente acusou os governadores de terem alterado os dados para conseguirem mais orçamento dedicado ao combate à Covid-19.

“Eu entendo que realmente isso deve ser analisado e, no meu entendimento, tivemos supernotificações. Alguns governadores praticaram isso ai. Agora uma coisa é real, segundo estudos, a supernotificação pode chegar a 45%, quase metade. Se cair metade disso, o Brasil vai ser uma das menores taxas de morte por milhão de habitantes. Mais um fato”, concluiu.

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