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Bolsonaro precisou de doses extras de remédio ‘no limite de segurança’, dizem médicos
Relatório sugere a realização de exames. A decisão será do ministro do STF Alexandre de Moraes
Um relatório enviado nesta sexta-feira 12 ao Supremo Tribunal Federal pela equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar aponta que o ex-presidente apresentou uma piora em seus episódios de soluços em 9 e 10 de junho.
Devido à intensidade e à frequência das crises, os médicos administraram doses extras de remédios, atingindo o “limite terapêutico de segurança”. O documento enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirma que a persistência do quadro de soluços demanda a realização de novos procedimentos.
A recomendação é que Bolsonaro passe pelos exames de endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica.
Segundo o relatório, o objetivo é investigar a função do esfíncter esofágico inferior e analisar a presença de esofagite crônica, fatores que podem estar relacionados à recorrência dos soluços.
Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar, medida autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde, que inclui a recuperação de uma broncopneumonia. Condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado, ele estava detido no Complexo da Papudinha, em Brasília, antes de receber o benefício. Em maio, o ex-presidente também passou por uma cirurgia no ombro direito.
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