CartaExpressa,Política

Bolsonaro chama vacina desenvolvida pelo Butantan de ‘mandrake’

Bolsonaro chama vacina desenvolvida pelo Butantan de ‘mandrake’

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro chamou de “mandrake” a Butanvac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira 22. O chefe do Palácio do Planalto estava ao lado do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que dava informações sobre o andamento de uma vacina apoiada pelo governo federal.

 

 

 

“Marcão, como é que está a nossa vacina brasileira? Essa é 100% brasileira, não é aquela ‘mandrake’ de São Paulo não, né, que tinha os Estados Unidos no meio”, debochou o presidente, usando expressão que define algo enganoso ou amador.

A ironia se refere à vacina anunciada como 100% nacional pelo governador João Doria (PSDB), em março. Ocorre que o imunizante foi feito com um vírus geneticamente modificado e cedido pelo hospital Mount Sinai, de Nova York. Questionado, o tucano disse que “não tinha a informação”.

Já a vacina anunciada por Marcos Pontes, que leva o nome de Versamune MCTI, é desenvolvida em Ribeirão Preto (SP) e não terá tecnologia internacional envolvida, segundo ele. Os dois primeiros testes clínicos, que examinam a segurança, devem envolver 360 pacientes cada; na fase três, em que se testa a eficácia, o governo aplicará o imunizante em mais de 20 mil pessoas.

“A nossa ideia é que até o final do ano nós tenhamos uma abertura dos testes, como foi feito com a Coronavac, e que a gente possa ter a nossa vacina entrando no mercado neste ano”, afirmou.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem