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Feminicídio de integrante do MST vai a júri popular em Goiás

Sidrônio Alves é acusado de matar a ex-companheira, Neurice Torres. O crime ocorreu em Goiás, dentro de um assentamento rural onde ambos residiam

Créditos: Reprodução
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Nesta terça-feira 23, vai a júri popular, em Goiás, um homem acusado de cometer feminicídio contra uma integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, o MST.

Sidrônio Alves é acusado de assassinar sua ex-companheira, Neurice Torres, conhecida como Dona Neura, em 11 de setembro de 2022. O crime ocorreu no assentamento rural Dom Roriz, em Minaçu (GO), onde a vítima residia na companhia de um filho. A Polícia Civil encontrou a vítima morta e seminua, com a cabeça submersa em uma caixa d’água.

O julgamento acontecerá no próprio município, que fica no extremo norte goiano.

O MST espera que o acusado seja condenado. “Esperamos que justiça seja feita e que o júri popular condene o acusado, fazendo-o pagar pelo crime hediondo que cometeu”, afirmou Patrícia Cristiane, dirigente do MST-GO.

Patrícia também criticou a lentidão do Judiciário em casos de feminicídio. “A demora do julgamento da dona Neura é reflexo da Justiça brasileira. Os casos de feminicídio geralmente têm essa essa morosidade, essa falta de interesse em se fazer justiça”, declarou.

O MST acompanha de perto o caso e ofereceu suporte jurídico à família da vítima. O movimento deve acompanhar o julgamento presencialmente, organizando caravanas  de Goiás até Minaçu. “Vamos fazer uma vigília na porta do fórum, com diversas famílias e mulheres, exigindo que a Justiça seja feita e que o devido processo legal respeitado”, completou.

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