CartaExpressa
Arquidiocese de Curitiba é contra a cassação de vereador do PT que protestou em igreja
Uma carta com a posição da Igreja foi enviada aos vereadores da capital paranaense; documento confirma a versão de Renato Freitas (PT-PR)
A Arquidiocese de Curitiba enviou, nesta segunda-feira 28, uma carta endereçada à Comissão de Ética da Câmara de Vereadores local pedindo que o mandato de Renato Freitas (PT) não seja cassado. A cassação do petista tramita a pedido de diversos vereadores, que alegam que Freitas teria desrespeitado a Igreja Católica durante um protesto no dia 5 de fevereiro.
A carta da Arquidiocese, no entanto, desmonta a tese.
No documento, a Igreja confirma a versão do vereador, que alega não ter interrompido ou impedido uma celebração religiosa.
Na carta, divulgado pelo jornal digital curitibano Plural, a instituição tece ainda elogios à militância de Freitas, cobrando apenas uma ‘punição proporcional aos fatos’ pela entrada no santuário que é símbolo da história negra em Curitiba. Segundo o texto, Freitas cometeu ‘certos excessos ao ocupar um local sagrado’, mas já não teria interrompido uma missa, tendo ainda reconhecido o erro e se desculpado com os sacerdotes.
“A manifestação contra o racismo é legítima, fundamenta-se no Evangelho e sempre encontrará o respaldo da Igreja”, diz um trecho do documento. “Percebe-se no vereador o anseio por justiça em favor daqueles que historicamente sofrem discriminação em nosso país. A causa é nobre e merece respeito”, destaca a Arquidiocese mais adiante.o
O protesto de Renato Freitas ganhou repercussão nacional ao ser criticadoa por Jair Bolsonaro (PL), que determinou, na ocasião, que o Ministério da Justiça acompanhasse o caso. Vídeos fora de contexto foram usados para atribuir ao PT a interrupção de uma missa.
A posição da Igreja foi encaminhada ao vereador Sidnei Toaldo (Patriotas), que é relator do caso no Conselho de Ética. Confira a íntegra.
mitra2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


