CartaExpressa
Após fim de semana de bares lotados, Doria diz que o uso de máscaras é questão de ‘consciência pessoal’
No primeiro final de semana após a flexibilização houve registros de aglomeração e falta de medidas sanitárias em bairros boêmios
O governador João Doria afirmou que ‘é impossível manter as pessoas confinadas em suas casas’ e que o uso de máscaras de proteção é uma questão de ‘consciência pessoal. Disse ainda que ‘é impossível manter as pessoas confinadas em suas casas’ e que é ‘compreensível que após 18 meses de confinamento as pessoas queiram sair’.
As declarações foram feitas após o primeiro final de semana de flexibilização total do atendimento de bares e restaurantes em São Paulo, e o registro de aglomeração em bairros boêmios como Vila Madalena e região central.
“É a consciência pessoal, é a proteção que cada pessoa deve ter para si, para seus familiares e seus amigos”, disse o governador durante coletiva nesta segunda-feira 23 no Palácio dos Bandeirantes.
O governador falou ainda sobre a dificuldade de manter a fiscalização com a retomada das atividades. “Evidentemente não há condição de fazer fiscalização em todas as cidades do estado, nas praias, calçadões, parques e praças.” As pessoas que permanecem sentadas, em consumo, não são obrigadas a utilizar a proteção. Sobre as pessoas que ficam em pé, aglomeradas, Doria disse ser ‘belicoso’ estabelecer uma relação de cerceamento da ordem disciplinar.
Vigora no estado — ao menos até o fim do ano — um decreto que torna o uso obrigatório de máscaras. Especialistas vêm alertando sobre o risco de liberar totalmente as atividades, sobretudo diante à variante Delta.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Diante da variante Delta, vacinar adolescentes deveria ser prioridade?
Por Ana Luiza Basilio
Fiocruz alerta para possível alta nos casos de síndrome respiratória grave
Por Leonardo Miazzo


