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Após ataque de Guedes, Itamaraty classifica a China como ‘parceiro-chave’ contra a Covid

Após ataque de Guedes, Itamaraty classifica a China como ‘parceiro-chave’ contra a Covid

Paulo Guedes, ministro da Economia. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Paulo Guedes, ministro da Economia. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O novo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, declarou nesta quarta-feira 28 que a China é um “parceiro-chave” do Brasil no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

A afirmação vem um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, atacar frontalmente a China durante uma reunião do Conselho de Saúde Suplementar. Segundo ele, “o chinês inventou o vírus”, mas desenvolveu uma vacina menos eficiente que aquelas criadas por empresas norte-americanas.

 

 

Nesta quarta, em audiência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, França tentou conter os danos. “A China é, ninguém ignora, outro parceiro-chave nesta matéria [combate à pandemia]”, disse.

“Tenho excelente relação com o embaixador da China. Estamos tratando da aceleração da vinda de IFAs [Ingredientes Farmacêuticos Ativos] ao Brasil. O chanceler da China foi o primeiro a falar comigo depois da posse. O chanceler chinês nos prometeu ajudar a trazer ao Brasil parte do estoque da vacina da Sinopharm, tão logo o Brasil possa aprovar isso. Nossa relação não se afeta por esse comentário”, acrescentou.

Neste momento, a vacina mais utilizada no Brasil para combater a pandemia de Covid-19 é a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida em solo nacional pelo Instituto Butantan. Apesar disso, o imunizante já foi atacado em diversas oportunidades pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.

 

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