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Alckmin só não será vice se o Lula não quiser, diz presidente do PSB
De acordo com Siqueira, a filiação ao partido do ex-governador de São Paulo só depende do ex-tucano
O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta quinta-feira 17 que a filiação ao partido do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin só depende do ex-tucano.
Ainda de acordo com o dirigente partidário, o ex-governador só não será o candidato a vice na chapa do ex-presidente Lula se o petista recuar da ideia.
“Ele é convidado, bem-vindo e só não vem se não quiser”, disse Siqueira em entrevista ao UOL. “Também só não será vice-candidato se o presidente Lula não quiser”.
Também nesta quinta, Lula voltou a acenar ao ex-governador ao dizer que não é um candidato do PT, mas de um movimento de recuperação da democracia.
“Estou fazendo uma tentativa de mostrar ao povo que não sou o candidato só do PT, que é o meu partido, mas quero ser candidato de um movimento de recuperação da democracia”, disse Lula. “Então, estou discutindo uma aliança política que mostra que mais do que ganhar, é preciso governar”, completou logo em seguida.
Indiretamente, Alckmin também tratou da possível aliança durante um encontro com sindicalistas. Na reunião, o ex-tucano disse que “na política não existem inimigos, mas adversários” e que “o adversário de ontem pode ser o seu parceiro de amanhã. Mas não fez menções diretas a Lula.
Na conversa, Siqueira também disse não ser favorável à realização de prévias para a escolha do nome a ser candidato ao governo de São Paulo, caso a federação entre PT, PSB, PV e PCdoB saia. Disputam a vaga Márcio França e o ex-prefeito Fernando Haddad.
Para o presidente do PSB, as prévias seriam jogo de “cartas marcadas” e que Haddad venceria.
Na quarta-feira 16, em conversa com CartaCapital, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, revelou que o debate sobre o nome da federação que disputará o governo paulista não é pauta por enquanto.
“Não estamos com foco de discussão em São Paulo. Já fizemos a discussão de Pernambuco, estamos fazendo com o Rio Grande do Sul e ainda temos o Espírito Santo”, afirmou.
“Temos que sentar lá e construir uma posição conjunta, uma unidade desse campo que me parece que vai garantir uma vitória da candidatura ao governo do estado e à Presidência da República”, acrescentou Gleisi.
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