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Ajudante de ordens confirma que intermediou encontro entre Bolsonaro e Luís Miranda

Depoimento à PF ocorreu no dia 1 como parte do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal e investiga se o presidente prevaricou

Ajudante de ordens confirma que intermediou encontro entre Bolsonaro e Luís Miranda
Ajudante de ordens confirma que intermediou encontro entre Bolsonaro e Luís Miranda
Luis Miranda e Bolsonaro. Foto: Reprodução
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O ajudante de ordens Jonathas Diniz Vieira Coelho confirmou em depoimento à Polícia Federal ter organizado o encontro entre o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o presidente Jair Bolsonaro para tratar da ‘corrupção pesada’ que estaria ocorrendo na compra da vacina indiana Covaxin.

O depoimento ocorreu no dia 1 como parte do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal e investiga se Bolsonaro prevaricou ao receber denúncias de corrupção e não levar o caso às autoridades. O conteúdo do depoimento foi revelado pelo jornal O Globo na noite desta segunda-feira 18.

Segundo Coelho, no dia 20 de março deste ano ele recebeu mensagens do deputado pedindo que avisasse o presidente que estaria “rolando um esquema de corrupção pesado na aquisição das vacinas dentro do Ministério da Saúde”. Coelho diz ter levado a mensagem ao presidente, que solicitou uma reunião com Miranda para aquele mesmo dia.

O encontro, de acordo com Coelho, ocorreu entre 16h30 e 17h30 e contou com a presença de Luís Miranda, a esposa do parlamentar e outro homem, que só posteriormente, ‘pela imprensa’, soube se tratar do irmão do deputado, o servidor da Saúde Luís Ricardo Miranda.

“De imediato, o Presidente da República solicitou ao depoente que entrasse em contato com o Deputado Federal para pedir que ele comparecesse, ainda no dia 20/03/2021, ao Palácio da Alvorada. Que ligou para o Deputado Federal informando sobre a orientação do Presidente da República. Que o Deputado Federal informou que compareceria ao Palácio da Alvorada acompanhado por duas pessoas”, relatou a PF no registro do depoimento.

A PF solicitou nesta segunda-feira ao Supremo mais 45 dias para seguir com as investigações no caso Covaxin. O órgão ainda pediu que a Corte determine o envio de documentos do Ministério da Saúde que estão sob sigilo e solicitou que a Anvisa encaminhe o processo de análise de uso emergencial do imunizante.

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