CartaExpressa
Advogado renuncia à defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
O tenente-coronel foi preso na semana passada durante uma operação contra adulterações em carteiras de vacinação
O advogado Rodrigo Roca deixou a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).
Cid foi preso na semana passada durante uma operação da Polícia Federal contra supostas adulterações em carteiras de vacinação, incluindo a do ex-presidente. Agentes também apreenderam 35 mil dólares e 16 mil reais em dinheiro vivo na casa do militar, em Brasília. A acusação é de que ele faz parte de uma organização criminosa que fraudava certificados de imunização para driblar legislações do Brasil e dos Estados Unidos.
“Renuncio à defesa dos interesses do Cel. Mauro Cid nos inquéritos em que figura como investigado, por razões de foro profissional e impedimentos familiares da minha parte”, disse Roca em mensagen enviada ao blog de Andreia Sadi, no G1.
Na terça-feira 9, a TV Globo informou que a perícia no celular do tenente-coronel identificou conversas sobre remessas de dinheiro ao exterior. Segundo a emissora, há mensagens trocadas entre Cid e o suposto operador de sua conta nos Estados Unidos. A tendência, agora, é de que os investigadores solicitem a quebra de sigilo da conta.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
CPI no DF prepara a convocação do coronel Elcio Franco após áudio sobre trama golpista
Por CartaCapital
Áudios incluem o coronel Elcio Franco, ex-braço direito de Pazuello, em trama golpista
Por Wendal Carmo
Bolsonaro chamou ex-militar que discutiu golpe com Mauro Cid de ‘segundo irmão’
Por André Lucena



