CartaExpressa

A nova tentativa de parlamentares de devolver ao governo a MP da reoneração

A medida foi editada no fim de 2023 e é parte da estratégia da Fazenda de incrementar a arrecadação

A nova tentativa de parlamentares de devolver ao governo a MP da reoneração
A nova tentativa de parlamentares de devolver ao governo a MP da reoneração
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

Um grupo de 15 frentes parlamentares divulgou nesta terça-feira 6 um manifesto no qual pede a devolução da medida provisória editada pelo governo Lula (PT) no fim de 2023 para reonerar gradualmente a folha de pagamentos de 17 setores da economia.

O texto tem como destinatários os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O argumento dos parlamentares é que a MP seria “autoritária”, “antidemocrática” e um “total desrespeito ao Congesso Nacional”.

Assinam o manifesto, entre outras, as frentes parlamentares do Empreendedorismo; da Agropecuária; de Comércio e Serviços; e da Indústria.

Na segunda-feira 5, o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (AP), já havia dito que o Palácio do Planalto pode reenviar um plano de reoneração da folha via projeto de lei, o que ampliaria a autonomia do Parlamento na análise da matéria.

No texto da MP, o Ministério da Fazenda também incluiu o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse, e compensações tributárias. A pasta defende o fim da desoneração em um momento em que prega a meta de déficit zero nas contas públicas.

Para alcançar o objetivo, a gestão Lula tem apresentado medidas que aumentam a arrecadação de impostos. Com a desoneração, no entanto, a Receita Federal estima 32 bilhões de reais de perdas em 2024.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo