CartaExpressa

‘A gente não tem que ser mendigo’, diz Mourão sobre relação com Biden

Na semana passada, Bolsonaro pediu apoio à ‘comunidade internacional’ para alcançar metas de redução da emissão de carbono

‘A gente não tem que ser mendigo’, diz Mourão sobre relação com Biden
‘A gente não tem que ser mendigo’, diz Mourão sobre relação com Biden
JAIR BOLSONARO E HAMILTON MOURÃO. FOTO: Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

A três dias da Cúpula do Clima, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira 19 que o Brasil não pode se comportar “como mendigo” na relação com os Estados Unidos.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta ao mandatário norte-americano, Joe Biden, na qual prometeu eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030 e pediu ajuda internacional para atingir metas de redução de emissão de carbono. No texto, Bolsonaro destacou “a necessidade de obter o adequado apoio da comunidade internacional, na escala, volume e velocidade compatíveis com a magnitude e a urgência dos desafios a serem enfrentados​”.

Em conversa com jornalistas nesta segunda, Mourão declarou: “A gente não tem que ser mendigo nisso aí, né, vamos colocar a coisa muito clara”.

“Vamos colocar a coisa muito clara: temos as nossas responsabilidades. O Brasil é responsável só por 3% das emissões no mundo. Desses 3%, 40% é o desmatamento, ou seja, 1,2% do que se emite no mundo é responsabilidade do desmatamento nosso aqui. Tem que fazer nossa parte, dentro do Acordo de Paris”, afirmou Mourão.

“Não queimamos petróleo e carvão com os outros países queimam, ou seja, temos uma matriz energética que é limpa, renovável. Então, a gente tem um lugar certo na mesa de conversa sobre mudança do clima”, declarou ainda o militar.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo