Weintraub: “Não prometi que seria, mas foi melhor Enem de todos os tempos”

Ministro comparece ao Senado para explicar falhas no Enem e Sisu e diz que governo sofre com 'chuva de fake news'

O ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

Educação

O ministro da educação Abraham Weintraub voltou a minimizar as falhas ocorridas no Enem e reiterou, sem provas, de que o exame foi o melhor de todos os tempos. “Eu não prometi que seria, mais foi o melhor Enem de todos os tempos. Não estou falando que não teve nenhum erro, que foi perfeito”, declarou. “Não houve fraude, furto de prova, vazamento de questão, esquema com gráfica, nada do que caracterizava o Enem dos passados”, disse.

Weintraub compareceu a uma audiência na Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira 11 para prestar esclarecimentos sobre os erros do Enem e possíveis impactos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O ministro chegou a declarar que comparecia à reunião porque o governo sofre com uma “chuva de fakenews”.

Diante dos questionamentos dos senadores e cidadãos que direcionaram suas perguntas, o ministro reafirmou que as falhas no exame afetaram 0,15% das pessoas que fizeram a prova – cerca de 4 milhões de estudantes – mas que, como foram corrigidas antes do Sisu, não configuraram  erro. “O impacto foi zero”, declarou.

O ministro ainda declarou que dos 5.974 participantes com erros nas notas, 874 eram candidatos treineiros (que ainda não terminaram o ensino médio). A nota dos treineiros ainda não foi divulgada.

Uma reportagem da Folha de S. Paulo, no entanto, já tinha apurado, com base nos erros ocorridos em outras edições do Enem, que a falha na última edição teve o maior número de afetados diretos desde 2010. Além disso, o tipo de problema registrado foi inédito na história do exame.

Weintraub falou sobre o comprometimento e a transparência da pasta com o processo. “Eu não escondi os erros do Enem, fui eu quem os anunciei primeiramente”, declarou. Questionado sobre a conduta com 172 mil estudantes que encaminharam pedido de revisão de prova ao Inep, o ministro afirmou que as respostas foram dadas pela página do estudante do Inep, que nenhum estudante deixou de entrar em uma universidade pelo ocorrido com o Enem e posteriormente com o Sisu.

O sistema que reúne as vagas de instituições que usam a nota do Enem para selecionar alunos também acumulou uma série de falhas. O último erro foi na transmissão da relação de aprovados a partir da lista de espera, o que atrasou a convocação por parte das universidades federais.

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