Justiça
Sara Winter é solta, mas terá que usar tornozeleira eletrônica
Além de monitorada, a líder bolsonarista deverá permanecer em casa e não poderá fazer contato com outros investigados
A bolsonarista Sara Winter, que estava presa desde o último dia 15, teve sua prisão substituída por recolhimento domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes (STF), que é relator de um inquérito que apura manifestações de rua com pautas inconstitucionais e antidemocráticas.
A medida, decretada nesta quarta-feira 24, vale também para as outras cinco pessoas do grupo liderado por Sara “300 pelo Brasil”, que foram presas por conta de ataques com fogos ao prédio do STF. São elas: Emerson Rui Barros dos Santos, Érica Vianna de Souza, Renan de Morais Souza e Arthur Castro, e Daniel Miguel.
Além do monitoramento eletrônico e da obrigatoriedade de permanência em casa com a exceção apenas de trabalho ou estudo com autorização prévia, a medida de Moraes ainda estabelece a proibição de qualquer tipo de contato entre Sara Winter e os demais investigados no inquérito, que corre sob sigilo no STF.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal que teve manifestação favorável do MPF (Ministério Público Federal).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


