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Roberto Sánchez pede anulação dos votos dos peruanos no exterior
Perto da conclusão da apuração, o candidato tem cerca de 40 mil de desvantagem para Keiko Fujimori
O candidato de esquerda Roberto Sánchez pediu na segunda-feira 22 a anulação dos votos emitidos no exterior no segundo turno presidencial do Peru, uma medida que poderia afetar quase 300 mil sufrágios, no momento em que a apuração oficial indica uma vantagem pequena para a candidata de direita Keiko Fujimori.
Com 99,70% das atas apuradas, Keiko tem 50,111% dos votos, contra 49,889% de Sánchez, segundo os dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Keiko tem uma vantagem de pouco mais de 40 mil votos sobre Sánchez, com mais de 19 milhões de votos contabilizados.
Para a declaração do resultado oficial, ainda devem ser revisadas atas impugnadas que contêm quase 82 mil votos. O segundo turno foi disputado em 7 de junho.
“Apresentamos o pedido de nulidade de ofício para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas pelas 119 repartições consulares”, escreveu Sánchez no X.
“O procedimento eleitoral foi gravemente afetado pelas modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (Chancelaria), especificamente no segundo turno presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar evidências.
Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e de custódia do organismo eleitoral na votação no exterior, que representa quase 300 mil votos e que favoreceu Keiko Fujimori em grande parte.
O candidato de esquerda afirma que, excluindo os votos emitidos fora do país, ele mantém uma vantagem de quase 25 mil sufrágios sobre a rival.
A aliança Força Popular, de Keiko, afirmou que aguardará o anúncio de 100% da apuração para se proclamar vencedora.
Uma delegação da União Europeia afirmou que o segundo turno transcorreu de maneira “tranquila e ordenada”, no contexto de uma campanha polarizada.
O segundo turno foi disputado entre a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-mandatário Pedro Castillo, preso após uma tentativa fracassada de autogolpe de Estado em 2022.
Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori disputa a presidência, enquanto Sánchez está em sua primeira campanha presidencial.
O vencedor substituirá em 28 de julho o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.
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