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Guerra/ Faltava “boa vontade”

Após um mês de recusas de Israel, Lula consegue repatriar 32 brasileiros que estavam retidos na Faixa de Gaza

Agora, o presidente pode ser mais incisivo na denúncia dos crimes de guerra israelenses – Imagem: Ricardo Stuckert/PR
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“Se o Hamas cometeu um ato de terrorismo e fez o que fez, o Estado de Israel também está cometendo vários atos de terrorismo ao não levar em conta que as crianças não estão em guerra, que as mulheres não estão em guerra”, discursou Lula na segunda-feira 13, ao recepcionar, na Base Aérea de Brasília, 32 brasileiros repatriados da Faixa de Gaza. Eles só foram autorizados a entrar no Egito pela passagem de Rafah no dia anterior, após mais de um mês de insistentes apelos feitos pelo Itamaraty. Mais cedo, o presidente afirmou que a liberação “dependia da boa vontade de Israel”.

Aparentemente, essa “boa vontade” só ocorreu após o embaixador de Israel no Brasil, ­Daniel Zohar Zonshine, impor um novo constrangimento ao governo Lula. Depois de distorcer o conteúdo de uma resolução do PT que condenava tanto os ataques do Hamas quando os crimes de guerra cometidos pelas forças armadas israelenses, insinuando que o partido era conivente com o terrorismo, o diplomata reuniu-se na Câmara dos Deputados com parlamentares de extrema-direita e com Jair Bolsonaro. Ao término do encontro, o ex-presidente disse ter intercedido em favor da liberação dos brasileiros retidos em Gaza. Não tardou para as milícias digitais bolsonaristas atribuírem ao “Mito” o mérito pela repatriação.

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