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Vale-tudo eleitoral/ Os aloprados de Bolsonaro

PGR denuncia Carla Zambelli e Walter Delgatti Netto por invasão ao sistema do CNJ

O hacker disse à PF que foi contratado pela deputada bolsonarista – Imagem: Redes sociais
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A Procuradoria-Geral da República denunciou a deputada ­Carla Zambelli, do PL de São Paulo, e o hacker Walter Delgatti Neto pelos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. Segundo a investigação da Polícia Federal, Delgatti inseriu documentos falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça, a exemplo de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes e de um alvará para libertar Sandro Silva Rabelo, líder do Comando Vermelho em Mato Grosso. “Sandro Louco”, como é conhecido, foi condenado a mais de 200 anos de prisão por crimes como homicídio, latrocínio, sequestro e cárcere privado.

Em depoimento à PF, o próprio Delgatti afirmou ter sido procurado por Zambelli para invadir um sistema da Justiça e “demonstrar sua fragilidade” durante as eleições de 2022. O falso despacho para prender Moraes teria sido redigido pela parlamentar, com o alegado propósito de desacreditar a atuação do Judiciário. “É nítido o objetivo de alimentar posicionamentos infundados sobre o pleito eleitoral e desdourar o Tribunal Superior Eleitoral, seus magistrados e o CNJ, com isso agitando e engajando seguidores da denunciada”, diz o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na denúncia enviada ao Supremo Tribunal de Justiça.

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