Blog do Sócio

A candidatura de Lula está em nossas mãos

Justamente pelo fato das decisões dos golpistas serem totalmente desprovidas de quaisquer critérios o final ainda pode ser alterado 'Os algozes estão mais de olho na reação popular diante da prisão de Lula do que qualquer um nesse país' (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas) A velha mídia tem [...]

'Os algozes estão mais de olho na reação popular diante da prisão de Lula do que qualquer um nesse país' (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)
'Os algozes estão mais de olho na reação popular diante da prisão de Lula do que qualquer um nesse país' (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)
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Justamente pelo fato das decisões dos golpistas serem totalmente desprovidas de quaisquer critérios o final ainda pode ser alterado

‘Os algozes estão mais de olho na reação popular diante da prisão de Lula do que qualquer um nesse país’ (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

velha mídia tem comemorado a prisão de Lula alegando que isso o impediria de se candidatar nas próximas eleições presidenciais. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que não é bem assim.

O PT já anunciou que registrará a candidatura de Lula no dia 15 de agosto, fim do prazo determinado pelo TSE para que se possa disputar a eleição. Apesar de ter sua prisão ilegal decretada, o registro da candidatura de Lula é perfeitamente legal, ficando nas mãos do TSE a decisão final. Mais um julgamento previsto no roteiro dessa ópera-bufa protagonizada por Moro, com a participação de boa (entenda-se como quantidade) parte do judiciário e patrocinada pela Globo.

Desculpe o spoiler, mas no final da peça Lula ficará inelegível. Só que esse desfecho ainda está só no papel.

Claro que não seria uma inelegibilidade ampara pela lei – até porque o cumprimento das normas legais não foi incluído no script do golpe – mas a previsibilidade dos golpistas nos permite vislumbrar o final patético reservado.

Mas o que parece ser uma desvantagem pode ser usado a favor de Lula e da democracia. Justamente pelo fato das decisões dos golpistas serem totalmente desprovidas de quaisquer critérios – excetuando-se os interesses próprios – o final ainda pode ser alterado.

A verdade é que os algozes estão mais de olho na reação popular diante da prisão de Lula do que qualquer um nesse país. Claro que eles esperam que a reação seja morna. Esperam também que a repercussão, que já se vislumbra no exterior, seja algo pontual e não uma tendência que gere uma onda de manifestações mundiais. Mas não é difícil compreender o tipo de informação que repercute no resto do planeta.

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Caso Lula tivesse se apresentado imediatamente na sede da Polícia Federal assim que foi determinada sua prisão, o mundo receberia a notícia com a intensidade que foi divulgada diante da resistência nas imediações do sindicato? Nunca.

O ódio dos subservientes da GloboNews manifestado durante a narração daquela resistência histórica, mostra que a decisão de Lula, ao não se entregar no momento determinado por Moro, foi não apenas correta, mas algo que o coloca de modo definitivo na galeria dos maiores estadistas do planeta. Só pelo registro fotográfico dele nos braços do povo, já valeu a pena.

Do mesmo modo, não esperemos que apenas o acampamento de Curitiba seja suficiente para tal repercussão. É preciso mais.

Para isso, a união da esquerda brasileira precisa ser uma constante. Devem ser traçadas metas que envolvam a participação de todos os setores sindicais, movimentos de esquerda e do próprio povo.

A população que zela pela democracia já mostrou seu poder de mobilização em momentos graves e sem a necessidade de convocação da Globo. As convocações por redes sociais costumam ser bem mais eficientes do que aquelas fabricadas pela velha mídia e dependentes de uma autorização originada num escritório refrigerado no Jardim Botânico.

O “junho de 2013”, ainda que tenha sido um corpo estranho num momento de plena democracia, é um exemplo desse poder de mobilização. Portanto a hora é essa. Ou nos mobilizamos nas ruas agora, ou corremos o risco de não termos Lula exercendo seu direito legal de ser candidato. Ou nem mesmo eleições

*”Sócio” desde 2018

Ana Carolina Pinheiro
Estagiária de Jornalismo do site CartaCapital.com.br

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