Bem-Estar

Vacinação infantil: 5 cuidados para fortalecer o sistema imunológico das crianças 

Nos primeiros anos de vida de uma criança, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e aprende, aos poucos, a reconhecer vírus e bactérias que circulam no ambiente. As vacinas desempenham um papel essencial, desde o início da vida até o período adulto, pois são […]

Vacinação infantil: 5 cuidados para fortalecer o sistema imunológico das crianças 
Vacinação infantil: 5 cuidados para fortalecer o sistema imunológico das crianças 
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Nos primeiros anos de vida de uma criança, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e aprende, aos poucos, a reconhecer vírus e bactérias que circulam no ambiente. As vacinas desempenham um papel essencial, desde o início da vida até o período adulto, pois são elas que auxiliam o organismo a criar defesas antes de ter contato com doenças potencialmente graves.

A imunização começa ainda nas primeiras horas de vida e segue ao longo da infância, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. As vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam por rigorosos processos de avaliação e são consideradas seguras e eficazes.

“Mesmo com um sistema rico e consolidado de vacinação, ainda existem dúvidas que acabam atrasando a imunização, com equívocos comuns como que apenas as primeiras doses são suficientes, esquecer os reforços previstos para os anos seguintes ou se questionar sobre as janelas de retorno para as doses de reforço”, explica Cristiano Gamba, infectologista do Hospital Samaritano Paulista, da Rede Américas em São Paulo.

Para ajudar pais e responsáveis, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, explicam pontos importantes sobre a vacinação infantil. Confira!

1. Como as vacinas funcionam no organismo

As vacinas funcionam como um treinamento para o sistema imunológico. Elas apresentam ao organismo uma versão inativada, enfraquecida ou apenas pequenos fragmentos de vírus ou bactérias, incapazes de causar a doença, mas suficientes para ensinar as células de defesa a reconhecer aquele agente invasor.

A partir desse contato, o corpo produz anticorpos e células de memória que permanecem em vigilância por meses ou até anos. Assim, quando entramos em contato com o microrganismo verdadeiro, o sistema imunológico reage mais rapidamente, impedindo que a infecção se desenvolva ou reduzindo significativamente sua gravidade.

“Diferentemente dos medicamentos, que atuam quando a doença já está instalada, as vacinas trabalham de forma preventiva. Elas estimulam o sistema imunológico e criam uma espécie de ‘memória’, permitindo que o corpo responda de maneira eficiente, evitando a infecção. Essa proteção reflete na redução de hospitalizações, sequelas e mortes causadas por doenças infecciosas que, há algumas décadas, eram frequentes e potencialmente graves”, explica Sumire Sakabe, infectologista do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas em São Paulo.

2. Como ler e acompanhar a caderneta de vacinação

A caderneta de vacinação desempenha um papel fundamental no acompanhamento da saúde infantil. “A caderneta de vacinação é muito mais do que um documento de registro: ela reúne todo o histórico de imunização da criança e serve como um guia para acompanhar, ao longo dos anos, se todas as vacinas previstas no calendário estão sendo aplicadas no momento correto”, explica Christine Tamar, coordenadora do setor de Pediatria do Complexo Hospitalar de Niterói da Rede Américas, no Rio de Janeiro. Além disso, segundo a especialista, manter todas as doses das vacinas em dia também ajuda a proteger pessoas que não podem ser vacinadas, fortalecendo a chamada imunidade coletiva.

Veja algumas dicas para manter a caderneta de vacinação das crianças em dia:

  1. Confira os dados da criança: verifique se nome, data de nascimento e demais informações de identificação estão corretos. Isso evita erros no registro das vacinas;
  2. Observe as vacinas previstas para cada idade: a caderneta é organizada conforme a faixa etária da criança. Em cada etapa da vida, há vacinas específicas recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI);
  3. Verifique os registros das doses aplicadas: cada vacina deve conter a data de aplicação, o nome ou sigla do imunizante, o lote e a identificação da unidade de saúde ou do profissional responsável; 
  4. Fique atento às próximas doses e reforços: algumas vacinas exigem mais de uma aplicação para garantir proteção completa. Confira se há datas previstas para novas doses ou reforços e marque um lembrete para não perder o prazo;
  5. Identifique possíveis atrasos: se alguma vacina prevista para a idade da criança não estiver registrada, procure uma unidade de saúde. Na maioria dos casos, não é preciso recomeçar o esquema vacinal, apenas completar as doses faltantes conforme orientação da equipe de saúde;
  6. Leve a caderneta em todas as consultas: seja em consultas de rotina, atendimentos de urgência ou campanhas de vacinação, manter a caderneta sempre à mão permite que médicos e enfermeiros avaliem rapidamente se a imunização está em dia e façam as orientações necessárias.
Mulher sorrindo enquanto segura um menino no colo que acabou de tomar vacina
Desconfortos ou sintomas de resfriado com quadros leves não são impeditivos para a aplicação de dose de vacinas (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)

3. Não adie vacinas sem orientação médica

É comum que pais e responsáveis fiquem inseguros sobre vacinar a criança quando ela apresenta algum desconforto ou sintomas de um resfriado, mas nem toda doença exige o adiamento da imunização. Quadros leves, como coriza, tosse discreta ou resfriado sem febre alta, geralmente não são impeditivos para a aplicação de dose de vacinas de gripe, pneumocócica, hexavalente e tríplice viral.

“A vacinação nos primeiros anos de vida acompanha o amadurecimento do sistema imunológico da criança. Cada dose tem um momento ideal para oferecer a melhor resposta de proteção, por isso atrasos podem deixá-la vulnerável justamente quando o risco de desenvolver formas graves de determinadas doenças é maior”, explica Aline Junqueira, infectologista do Hospital São Lucas Copacabana da Rede Américas, no Rio de Janeiro.

4. Torne o momento da vacinação mais leve para criança

Vale explicar à criança, de acordo com a idade, por que a vacina é importante, usando uma linguagem simples e acolhedora. Na hora da aplicação, pequenas atitudes podem ajudar a reduzir o medo: conversar sobre o desenho favorito, cantar uma música, brincar de contar até três, pedir para ela soprar bem forte como se estivesse apagando velinhas de aniversário ou procurar objetos de uma determinada cor na sala, levar um brinquedo, uma pelúcia ou uma mantinha preferida também transmite segurança. 

Depois da vacina, um abraço, palavras de incentivo como “você foi muito corajoso!” e um momento de carinho ajudam a transformar a experiência em uma lembrança mais positiva, tornando as próximas visitas ao posto de vacinação mais tranquilas.

5. Crianças saudáveis devem se vacinar

Ao contrário do que muitos imaginam, estar saudável não elimina a necessidade de se vacinar, pelo contrário, é justamente nesse momento que as vacinas oferecem sua maior proteção. Elas preparam o sistema imunológico para reconhecer e combater vírus e bactérias antes que a infecção aconteça, reduzindo o risco de doenças potencialmente graves, internações e complicações, mesmo em pessoas sem problemas de saúde.

“A vacina é um investimento na saúde através da prática da prevenção. Essa é a principal lógica por trás da vacinação: proteger antes que a doença apareça. Ao estimular a produção de anticorpos e a memória imunológica, as vacinas permitem que o organismo responda de forma rápida e eficaz quando entra em contato com vírus ou bactérias, evitando quadros graves e reduzindo o risco de complicações”, explica Camila Luizetto, pediatra do Hospital Nove de Julho da Rede Américas em São Paulo.   

Por Bárbara Penha

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