Bem-Estar
Terapia ocupacional: 7 benefícios para a saúde e o bem-estar
A terapia ocupacional tem papel crescente na rede pública de saúde no Brasil. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços de reabilitação integrados — incluindo terapia ocupacional — somaram mais de 12 mil atendimentos apenas em um dos principais centros hospitalares públicos em […]
A terapia ocupacional tem papel crescente na rede pública de saúde no Brasil. Segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS), serviços de reabilitação integrados — incluindo terapia ocupacional — somaram mais de 12 mil atendimentos apenas em um dos principais centros hospitalares públicos em 2022, com a área contribuindo para a recuperação funcional de pacientes internados e ambulatoriais.
Apesar dos desafios de estrutura e disponibilidade, a procura por terapia ocupacional tem crescido tanto no SUS quanto na saúde suplementar, impulsionada pela maior conscientização sobre seu impacto direto na qualidade de vida dos pacientes.
Segundo o Dr. João Grangeiro, diretor médico da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), a terapia ocupacional é fundamental por atuar de forma personalizada e devolver autonomia, funcionalidade e dignidade às pessoas em processo de reabilitação, permitindo a retomada de atividades essenciais do dia a dia e a participação ativa na sociedade.
A seguir, o especialista destaca 7 dos principais benefícios da prática. Confira!
1. Promoção da autonomia e independência
Auxilia o paciente a executar atividades de vida diária básicas e instrumentais, como se alimentar, se vestir, cuidar da casa e trabalhar, fortalecendo a capacidade de tomada de decisões no cotidiano.
2. Melhora da coordenação motora nas ocupações diárias
Estimula movimentos finos e amplos, fundamentais para o desempenho eficiente das ocupações, sejam elas pessoais, domésticas, escolares ou profissionais.
3. Estímulo cognitivo para a rotina e organização funcional
Trabalha memória, atenção, planejamento e organização, contribuindo para uma rotina mais estruturada, especialmente em casos neurológicos e no processo de envelhecimento.

4. Adaptação de ambientes para maior independência
Avalia e propõe mudanças em casa, na escola ou no trabalho, favorecendo a autonomia, a segurança e a continuidade das atividades de vida diária com menor risco.
5. Participação social e reinserção profissional
Promove o pertencimento e a participação ativa do indivíduo em contextos sociais, familiares, escolares e no mercado de trabalho, respeitando suas capacidades e interesses.
6. Fortalecimento da autoestima e do senso de pertencimento
A retomada das ocupações significativas reforça a confiança, o bem-estar emocional e a percepção de utilidade social do paciente.
7. Mais qualidade de vida a longo prazo
O foco da terapia ocupacional é garantir uma vida mais ativa, funcional e independente, com maior autonomia, participação e equilíbrio entre rotina, saúde e ocupações.
Por Júlia Vianna
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



