Bem-Estar

Pressão arterial: descubra quando os valores indicam hipertensão

A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, é uma doença silenciosa, pois, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. No entanto, alterações nos níveis da pressão arterial aumentam o risco de problemas cardíacos e vasculares. Por isso, acompanhar regularmente os índices é fundamental para […]

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A hipertensão arterial, popularmente chamada de pressão alta, é uma doença silenciosa, pois, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. No entanto, alterações nos níveis da pressão arterial aumentam o risco de problemas cardíacos e vasculares. Por isso, acompanhar regularmente os índices é fundamental para identificar precocemente possíveis mudanças e adotar os cuidados necessários para preservar a saúde e a qualidade de vida.

Nesse sentido, Obdulia Linares, cardiologista do dr.consulta, explica como identificar quando os níveis são considerados saudáveis ou não. Confira!

Valores da pressão arterial

As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (DBHA), publicadas em 2025, atualizaram a classificação da pressão arterial. Até então, as categorias principais eram normotensão, pré-hipertensão e hipertensão arterial. Agora, a classificação atual considera pressão arterial normal, pré-hipertensão e hipertensão arterial, dividida em estágios:

1. Pressão arterial normal

Valores abaixo de 120/80 mmHg são considerados normais. Essa faixa está associada a menor risco de complicações cardiovasculares e indica um excelente controle da saúde cardiovascular. É preciso cuidado, porém, para que a pressão não seja baixa demais.

2. Pré-hipertensão

Valores entre 120/80 mmHg e 139/89 mmHg já indicam atenção. Essa faixa representa um estágio intermediário, associado a maior risco de progressão para hipertensão arterial.

Nesses casos, mudanças no estilo de vida — como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, redução do consumo de sal e controle do estresse — são fundamentais para evitar a elevação da pressão ao longo do tempo e, principalmente, lesões lentas, silenciosas e progressivas de órgãos-alvo, como coração, rim e cérebro. Se a pressão persistir acima de 130/80 mmHg, o médico, após avaliação minuciosa, pode indicar tratamento medicamentoso.

3. Hipertensão arterial

Pressões arteriais iguais ou superiores a 140/90 mmHg caracterizam hipertensão arterial. Segundo as DBHA 2025, a condição é dividida em três estágios:

  • Estágio 1: 140/90 a 159/99 mmHg
  • Estágio 2: 160/100 a 179/109 mmHg
  • Estágio 3: igual ou superior a 180/110 mmHg

Quando não controlada adequadamente, a condição aumenta o risco de complicações cardiovasculares, renais e cerebrovasculares. O tratamento inclui mudanças de hábitos e uso de medicamentos prescritos por um médico.

Homem jovem com cabelos longos presos, barba e óculos de grau, sentado em um sofá cinza enquanto afere a própria pressão arterial. Ele veste uma camiseta branca e calça bege. No braço esquerdo, há uma braçadeira cinza conectada por um tubo a um monitor digital de pressão, que está apoiado sobre uma mesa de centro branca. O homem olha fixamente para o aparelho. O fundo do ambiente é claro, mostrando uma sala de estar organizada de forma minimalista.
Monitorar a pressão arterial regularmente é uma forma simples e eficaz de acompanhar a saúde cardiovascular e prevenir complicações futuras (Prostock-studio | ShutterStock)

Como é feito o monitoramento da pressão arterial?

A pressão arterial pode ser medida em consultas médicas, serviços de triagem ou em casa, com aparelhos eletrônicos validados e utilizados corretamente. Em situações que exigem avaliação mais detalhada, exames como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) permitem analisar o comportamento da pressão ao longo de 24 horas, contribuindo para um diagnóstico mais preciso.

É importante lembrar que somente um médico pode confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

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