Bem-Estar

Entenda quando a dor emocional pode se tornar física

Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, problemas no estômago e até fadiga constante podem ter origem além do corpo físico. A ciência já comprova que a dor emocional pode, sim, se transformar em dor física, especialmente quando sentimentos como estresse, ansiedade e tristeza são ignorados […]

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Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, problemas no estômago e até fadiga constante podem ter origem além do corpo físico. A ciência já comprova que a dor emocional pode, sim, se transformar em dor física, especialmente quando sentimentos como estresse, ansiedade e tristeza são ignorados ou prolongados.

De acordo com Cibele Martin Sabino, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera Vila Mariana, emoções mal elaboradas ativam respostas fisiológicas no organismo. “Quando uma pessoa vive sob pressão constante ou passa por sofrimento emocional intenso, o corpo entra em estado de alerta contínuo. Isso pode gerar inflamações, tensão muscular e alterações hormonais que se manifestam como dor física”, explica.

Sinais comuns da conexão entre mente e corpo

Esse processo é conhecido como somatização, quando conflitos emocionais encontram no corpo uma forma de expressão. Segundo a professora, dores musculares e articulares, enxaquecas recorrentes, desconfortos gastrointestinais, queda da imunidade, alterações no sono e no apetite estão entre os sinais mais comuns dessa conexão entre mente e corpo. “A dor não é imaginária. Ela é real, causa sofrimento e impacta diretamente a qualidade de vida”, reforça.

Homem deitado em uma poltrona conversando com psicóloga
Acompanhamento psicológico auxilia na identificação de gatilhos emocionais e na prevenção do agravamento dos sintomas físicos (Imagem: Dikushin Dmitry | Shutterstock)

Quando procurar ajuda

O alerta vale especialmente para casos em que sintomas físicos persistem mesmo após exames médicos sem alterações significativas. “Nessas situações, é fundamental considerar também a saúde emocional. O acompanhamento psicológico auxilia na identificação de gatilhos emocionais, na redução do estresse e na prevenção do agravamento dos sintomas físicos”, orienta a especialista.

Cuidar da saúde mental também é cuidar do corpo. “Buscar apoio psicológico não é sinal de fraqueza, mas um ato de autocuidado e responsabilidade consigo mesmo. Quando mente e corpo estão em equilíbrio, o bem-estar se torna mais completo”, conclui.

Por Priscila Dezidério

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